Se muestran los artículos pertenecientes a Junio de 2007.

PRENSA DOMINANTE

    Es posible que la opinión pública paraguaya, o la internacional, no este enterada del total dominio de los medios de prensa en el Brasil; Especialmente la Red Globo, la que si se cierra llorare, porque culturalmente es parte de todos nosotros, pero tiene también una faceta manipuladora bien canalla, tal cual como la RCTV de Venezuela.
 
     Es irritante ver el pueblo brasileño saltando como monos, teleguiados por la Globo, entre shows y novelas la manipulación llego al punto de implantar el homosexualismo entre niñitas, produciendo  historias de amor hermosísimas pero que involucraba a dos niñas del mismo sexo.
 
    La Red Globo, pone, saca, decide, fabrica y destruye políticos y Presidentes de la República a su antojo e intereses. Fue cómplice de la dictadura militar, pues estuvo muy cerca y que hizo con todo su poder? Así como hoy esta como un buitre en cima del actual presidente, esperando que flexibilice las Leyes Laborales.
 
    Existe un portal en internet  llamado Sala de Prensa, administrado por un periodista mexicano muy inteligente llamado Gerardo Albarran, les recomiendo porque no existe un solo tema no abordado sobre periodismo, principalmente sobre la ética, aquí resalto el periodista brasileño, catarinense, Profesor  Rogerio Cristofoletti quien denuncia el oligopolio en el Brasil, es gravísimo.
 
Ocho Empresas, de ocho familias muy coligadas dominan a casi 200 millones de habitantes. Las mentes brasileñas están secuestradas por la Globo y la única solución es la educación, pueblo educado es pueblo despierto, en un país de obtusos no existe democracia ni libertad. Lo que tenemos son guiones bien cumplidos.
 
Marzha Navarro
04/06/2007 22:04 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

COMUNIDAD BOLIVIANA EN SAO PAULO SE OPONE A DECISION DE LA FIFA

Em recente determinação oficial, a FIFA recomendou o veto total à realização de partidas internacionais de futebol em altitudes acima dos 2.500 metros. A decisão final caberá a Confederação Sul Americana de Futebol, Conmebol, e deverá ser tomada ainda nesta semana em Asunción, Paraguai, onde se situa a sua sede.

As nações afetadas pela determinação (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela) se uniram através de seus governos para mostrar que o veto prejudica seu turismo, sua economia, a integração econômica e, principalmente, suas políticas voltadas ao esporte como um instrumento de educação, cultura, saúde e inclusão social.

Vários estudos científicos demonstram que a altitude não representa qualquer risco à saúde dos atletas. Os governos entendem que seus povos estão sendo discriminados pela FIFA diante da impossibilidade de receber seleções e clubes de outros países para a prática do esporte. Alertam ainda que a determinação da FIFA pode abrir as portas para que outros esportes também venham a sofrer vetos no futuro.

O Consulado Geral da Bolívia, através de seus cônsules Jaime Valdívia Almanza e Miriam Orellana de Tarifa, e com apoio dos demais consulados dos países prejudicados, promovem na manhã desta quinta-feira, 14 de junho, a partir das 10 horas, uma concentração diante da sede do consulado na avenida Paulista, 1439, onde esperam poder mostrar que seus povos reivindicam seu direito ao esporte.

A comunidade boliviana em São Paulo é considerada a maior da cidade e está estimada em 180 mil cidadãos.

Consulado Geral da Bolívia em São Paulo

Assessoria de Comunicação

Daniel Zanini H.


13/06/2007 16:30 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

COMERCIAN CON SANGRE DE INDIOS DEL AMAZONAS

 

 

20/06/2007
Índios do Amazonas enfurecidos com a venda de amostras de sangue colhidas anos atrás

Larry Rohter
Em Kyowa, Brasil


Como os índios karitiana se recordam, os primeiros pesquisadores a extrair seu sangue vieram para cá no final dos anos 70, logo após sua tribo amazônica iniciar contatos constantes com o mundo exterior. Em 1996, outra equipe os visitou, prometendo medicamentos se os karitiana doassem mais sangue, de forma que obedientemente fizeram fila de novo.

Lalo de Almeida/The New York Times  
 

Mas tais promessas nunca foram cumpridas e, de lá para cá, o mundo expandiu novamente para os karitiana com a chegada da Internet. Agora eles ficaram enfurecidos com uma simples descoberta: o sangue deles e DNA estão sendo vendidos por uma firma americana para cientistas de todo o mundo por US$ 85 a amostra. Eles querem o fim da prática e estão exigindo indenização pelo que descreveram como violação de sua integridade.

"Nós fomos enganados e explorados", disse Renato Karitiana, líder da associação tribal, em uma entrevista na reserva da tribo, no leste da Amazônia, onde 313 karitiana ganham a vida com agricultura, pesca e caça. "Tais contatos foram muito danosos para nós e estragaram nossa postura em relação à medicina e ciência."

Os índios suruí, cujas terras ficam ao sul daqui, e os ianomâmi, que vivem na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, se queixam de experiências semelhantes e dizem que também querem o fim da distribuição de seu sangue e DNA pela firma americana, a Coriell Cell Repositories, uma entidade sem fins lucrativos em Camden, Nova Jersey.

A Coriell armazena material genético humano e o disponibiliza para pesquisa. Ela diz que as amostras foram obtidas legalmente por meio de um pesquisador e foram aprovadas pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Joseph Mintzer, vice-presidente executivo da organização matriz, o Instituto Coriell para Pesquisa Médica, disse em uma entrevista por telefone: "Nós não estamos tentando lucrar com ou roubar os brasileiros. Nós temos uma obrigação de respeitar sua civilização, cultura e povo, o motivo de controlarmos cuidadosamente a distribuição destas linhagens de células".

Como um centro semelhante na França que também obteve amostras de sangue e DNA dos karitiana e outras tribos amazônicas, Coriell disse que fornece espécimes apenas para cientistas que concordam em não comercializar os resultados de sua pesquisa ou transferir o material para terceiros.

Os povos indígenas da Amazônia são ideais para certos tipos de pesquisa genética, porque são populações isoladas e extremamente fechadas, permitindo aos geneticistas a construção de um pedigree mais completo e rastrear a transmissão de uma doença por gerações.

Mas a prática de coletar amostras de sangue dos índios da Amazônia tem provocado muita suspeita entre os brasileiros, que são zelosos em relação ao que chamam de "biopirataria", desde que sementes de seringueiras foram exportadas da Amazônia há quase um século. O surgimento do mapeamento do genoma nos últimos anos apenas agravou tais temores.

Débora Diniz, uma antropóloga brasileira, argumenta que as experiências dos karitiana e de outras tribos mostram "como os cientistas ainda estão despreparados para um diálogo intercultural e como a ciência se comporta de forma autoritária com populações vulneráveis".

O centro do debate internacional que surgiu aqui tem a ver com o conceito de "consentimento informado". Os cientistas argumentam que todos os protocolos apropriados foram seguidos, mas os índios dizem que foram enganados para permitir que seu sangue fosse coletado.

Lalo de Almeida/The New York Times
Antonio Karitiana, o chefe da tribo
Lalo de Almeida/The New York Times
Menino espia da porta da oca
Lalo de Almeida/The New York Times
Crianças Karitiana, em Kyowa
"É uma espécie de ato de equilibrismo", disse Judith Greenberg, diretora de genética e biologia de desenvolvimento do Instituto Nacional de Ciências Médicas Gerais, parte dos Institutos Nacionais de Saúde. "Nós não queremos fazer algo que deixe toda tribo ou população infeliz ou enfurecida."

"Por outro lado, a comunidade científica está usando estas amostras, que foram aceitas e mantidas sob procedimentos perfeitamente legítimos, para benefício da humanidade."

Mas os índios respondem que na época que as amostras foram coletadas, eles tinham pouco ou nenhum entendimento do mundo exterior, muito menos de como funcionava a medicina Ocidental e a economia capitalista moderna.

Francis Black, o primeiro pesquisador a coletar amostras de sangue aqui, morreu recentemente, de forma que é impossível obter seu relato. Mas as autoridades da Fundação Nacional do Índio (Funai), o órgão do governo brasileiro que supervisiona os grupos tribais, disse que sua presença na reserva violou os procedimentos desenvolvidos especificamente para proteger os índios de forasteiros.

"Nós nunca teríamos autorizado algo assim", disse Osmar Ribeiro Brasil, que trabalhou na divisão regional do órgão em Porto Velho desde os anos 70, sobre a coleta de sangue. "Não há registro de qualquer autorização de pesquisa aqui ou em nossa sede em Brasília."

Para a realização desta reportagem, todos os procedimentos exigidos foram seguidos. A Funai autorizou a visita aqui e enviou um funcionário para acompanhar o repórter e o fotógrafo. Mas tal funcionário não participou das entrevistas nem orientou os índios em suas respostas.

No caso da expedição de 1996, a permissão para entrada na reserva foi obtida, mas apenas para filmar um documentário sobre a natureza, disseram representantes da Funai. Mas assim que entraram na reserva, um médico brasileiro que acompanhava a equipe de filmagem, Hilton Pereira da Silva, e sua esposa começaram a realizar pesquisa médica não autorizada, disseram representantes da Funai e moradores da reserva.

"Se alguém ficar doente, nós mandaremos remédios, muitos remédios", é o que Joaquina Karitiana, 56 anos, lembra de ter sido informada, o que aliviou suas preocupações. "Eles extraíram sangue de quase todos, inclusive das crianças. Mas assim que conseguiram o que queriam, nós nunca recebemos remédio nenhum."

Pereira da Silva não estava disponível para comentário. Mas em uma declaração que emitiu em resposta às queixas sobre seu trabalho, ele disse que explicou os propósitos de sua pesquisa "em linguagem acessível" e prometeu que "qualquer benefício possível resultante da pesquisa com o material seria revertido totalmente para aqueles que doaram".

Em conseqüência das pressões legais exercidas pela tribo e a Funai, os institutos brasileiros que coletaram amostras de sangue as devolveram às tribos. Mas as entidades estrangeiras têm resistido, dizendo que agiram legalmente e que não há lucros a serem compartilhados. "Eles querem dinheiro e não ganhamos qualquer dinheiro", disse Mintzer, da Coriell. "Eu não conheço ninguém que ganhou dinheiro com isto."

Os karitiana dizem que isto os inclui. Antonio Karitiana, o chefe da tribo, disse que o atendimento de saúde, o saneamento e habitação são precários e o transporte é deficiente. Qualquer dinheiro seria investido "em benefício de toda a comunidade", ele disse.

Orlando Karitiana, 34 anos, um líder tribal, disse: "Nós não queremos o sangue de volta, porque agora está contaminado. Mas estas amostras de sangue são valiosas na tecnologia de vocês, e achamos que cada família que foi enganada para doar sangue deve se beneficiar".

Mas a religião de alguns grupos tribais considera o tecido humano muito importante ou quase sagrado. Os ianomâmi, por exemplo, dizem que querem a devolução das amostras de sangue intactas. "Uma alma só pode descansar quando todo o corpo é cremado", disse Davi Ianomâmi, um líder do grupo. "Ter o sangue de um morto preservado e separado do restante do corpo é inaceitável para nós."

Mas Francisco Salzano, um dos principais geneticistas do Brasil, com mais de 40 anos de experiência na Amazônia e em lidar com grupos indígenas, argumenta que é aceitável ignorar tais preocupações.

"Mesmo se for uma questão de religião ou crença, ainda assim estaríamos na Idade da Pedra", ele disse por telefone de seu escritório na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "Nenhuma destas amostras foi usada de forma não ética", disse Salzano. Quanto à questão do consentimento informado, ele acrescentou: "Isto é sempre relativo".
20/06/2007 10:48 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

DR. HILTON PEREIRA RESPONDE ANTE ACUSACIONES Y REPLICA DE PERIODISTA

En diversos reportajes recientes publicados en periódicos y sitios de internet de Brasil y el extranjero mi nombre aparece ligado a actos de biopiratería, sin que mi opinión haya sido interpelada por estos medios. Los reportajes se refieren a una CPI en la Cámara Federal y a una pregunta sobre la venta de células sanguíneas de los indígenas Karitiana y Suruí, de Rondonia, por el laboratorio noteramericano Coriel Cell Repositories.

En agosto de 1996, yo trabajé entre los Karitiana como antropólogo consultor en un documental para el Canal Discovery y, como también soy médico y salubrista, pude constatar su precaria situación de salud y la total ausencia de profesionales de la salud en el poblado. Tras la filmación del documental (que fue emitido en el Canal Discovery en 1997), fui invitado por el Chefe Garcia, en nombre de la Asociación Karitiana, para que permaneciera entre ellos y les ayudara con asistencia médica de emergencia. Despúes de recibir el consentimiento del representante de la FUNAI en el poblado, durante tres días realicé consultas, exámenes y prescripciones a las personas que accedieron al lugar y después, también a pedido de los Karitiana, durante algunas horas en la Casa do Índio.

Para establecer el diagnóstico complementario de ciertas dolencias, fueron recogidas algunas muestras de sangre de las personas más enfermas, de las cuales no pude hacer un diagnóstico clínico adecuado, y llevadas para su análisis a la Universidad Federal de Pará, donde todo el material permaneció depositado hasta ser solicitado por la Justicia de Rondonia, a la que fueron entregadas las muestras en 1998. Como yo apenas disponía de un kit de emergencias médicas, que me acompaña siempre que voy a la Amazonía, y no estaba preparado para atender a una tribu completa, dado que no era ese el propósito de mi visita al poblado, apenas fueron recolectadas unas pocas muestras correspondientes a las personas sobre las que no conseguí establecer con claridad un diagnóstico clínico. La sangre por mi recolectada no salió del Brasil y no tuvo, en ningún caso, destino comercial, dado que iría contra mi ética y los principios morales de los investigadores e instituciones con los cuales trabajo. Las fui recolectando solamente para ayudar al diagnóstico de enfermedades, procedimiento médico regular, de acuerdo al artículo 57 del Código de Ética Médica.

Yo, con el apoyo voluntario de Denise, mi acompañante en esa ocasión, que es brasileña y no profesional de la salud como acusan algunos reportajes y quien me ayudó en actividades lúdicas solamente, presté atención médica a los Karitiana con carácter voluntario, humanitario y de emergencia; no les prometí atención futura, y no hice nada que dañara sus intereses. La memoria de las actividades médicas de emergencia desarrolladas en el poblado fue enviado a la Asociación Karitiana, a la FUNAI de Rondonia y de Brasilia, al CIMI de Rondonia, a la Procuraduría General de Rondonia y a las dos CPIs de la Cámara Federal sobre biopiratería. Jamás estuve entre los Suruí, on en cualquier otro poblado indígena de Brasil. En 1997 y en 2005, ambas CPIs reconocieron que no existe relación entre mi trabajo médico de emergencia y el material indígena en venta en los EEUU.

Una simple búsqueda en Internet, muestra que el material en venta en el extranjero proviene de la colección Stanford/Yale, y que fué recolectado en la década de 1980 por investigadores norteamericanos, posiblemente con permiso de la FUNAI, y que ya estaba siendo vendido en Internet desde abril de 1996, por lo tanto, cinco meses antes de que yo atendiera el poblado Karitiano. A comienzos de 1997, yo y otros investigadores brasileños, establecimos contacto con el laboratorio para que se pronunciara sobre el asunto y conversamos con las autoridades brasileñas para solicitar providencias sobre el material en el extranjero. Nuestras solicitudes de contacto fueron ignoradas. Desde 1997 diversos artículos también han sido publicados en periódicos presentando de forma distorsionada los hechos, insinuando mi participación en actos de biopiratería, en vez de rescatar los realizados por mí y otros investigadores para tratar las enfermedades y proteger los derechos de los Karitiana. He respondido a todos los artículos de los cuales tengo conocimiento, pero los errores groseros sobre mi persona continúan siendo publicados.

Pese a que mi nombre y dirección eran fácilmente accesibles en diversos sitios de Internet, como en el banco de currículums Lattes do CNPq o en la web de la Universidade Federal do Rio de Janeiro, y en otras formas diversas que, ciertamente, serían de fácil acceso para cualquier órgano federal o ciudadano interesado, e inclusive, en la Acción Civil en marcha en Rondonia, que ya fue contestada íntegramente por mi abogado, no fuí requerido para prestar cualquier aclaración sobre el absurdo involucramiento de mi nombre en el caso arriba citado. Durante este tiempo, he tomado siembre la iniciativa de contactar con todos los órganos públicos interesados, enviar documentos y ponerme a disposición para ayudar a esclarecer los hechos.

La biopiratería es una cuestión a investigar seriamente por las autoridades brasileñas, por la comunidad científica y por la prensa. El uso comercial de productos biológicos sin que sus donantes sean beneficiarios es absolutamente inmoral, antiético y debe ser repudiado por toda la sociedad. Como ciudadano brasileño, como profesional de la salud y como investigador, es mi deber proteger a las personas con las cuales trabajo y resguardar sus intereses. Esta ha sido mi postura durante más de una década de trabajo entre los grupos rurales de la Amazonía. Estoy a la disposición de periodistas y de todas las autoridades para prestar cualquier aclaración sobre la lamentable inclusión de mi nombre en esta extravagante situación, en la cual soy acusado de barbaridades sólamente por atender el llamado de emergencia de una tribu necesitada y cumplir los preceptos del Código Brasileiro de Ética Médica (Artículos 57 y 58). Es una lástima que para algunos periodista el sensacionalismo continúe teniendo mayor valor que los hechos.

Prof. Dr. Hilton Pereira da Silva, Departamento de Antropologia, Museu Nacional/UFRJ

 

REPLICA DE PERIODISTA PAULISTA:


Autor: Daniel Zanini H.

Caro Dr. Hilton Pereira da Silva,

Prazer em saudá-lo

A nota enviada ao "Brasil Insólito" foi publicada pelo New York Times, assinada por seu correspondente no Brasil, jornalista Larry Rother, dia 19 de junho deste ano. Consta também do site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil em http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe.asp?ID_RESENHA=350063, além de estar disponível em dezenas de outros sites, a maioria deles dedicadas à discussão de assuntos relacionados com a região amazônica e seus povos.


Naturalmente, no caso de algum erro do jornalista responsável pela matéria, cabe retificação, assim como o senhor a fez nos comentários no blog.


Para o bem da verdade, é importante que todas as informações sejam devidamente esclarecidas. Convido-o, inclusive com o compromisso pessoal de dar a máxima divulgação possível (se assim for de seu interesse), a falar sobre o assunto pessoalmente, em São Paulo, em matéria devidamente gravada em vídeo e enviada inclusive à redação do NYT e às instâncias diplomáticas dos Estados Unidos da América e ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Esse convite inclui, naturalmente, o espaço necessário para que o senhor, conhecedor do assunto, mostre suas próprias conclusões sobre o comércio de sangue indígena. Na pauta, também, a participação do Discovery Channel no episódio.


Todos estamos de acordo com sua afirmação de que "o uso de produtos biológicos sem que seus doadores sejam beneficiados é absolutamente imoral, antiético e deve ser repudiado por toda a sociedade". Entendemos, Dr. Hilton, que uma acusação, caso injuriosa, deva também, imediatamente, ser repudiada e esclarecida.


Por outro lado, devemos destacar que além de Larry Rother, o jornal Página 20 (http://www2.uol.com.br/pagina20/28042005/p_0128042005.htm de 28 de abril de 2005, já informava da decisão da CPI da Biopirataria de solicitar os esclarecimentos necessários. Pesquisando em diversos sites da internet, pude observar seus envios como direito de resposta. Neles o sr. aponta o fato de jornalistas jamais o haverem procurado para esclarecimentos, diante do que insisto para que possamos realizar um encontro.



Entretanto, tão ou mais importante que o direito de resposta exercido, seria a divulgação da conclusão final da CPI da Biopirataria, encontrada em http://www.camara.gov.br/sileg/integras/382514.htm. Nas conclusões finais, embora excluindo-o de qualquer acusação, podemos observar que o comércio de sangue indígena e brasileiro por sites da internet, norte-americanos, existe ao menos desde 1.996, o que configura em um crime contra nossos povos. Entendemos, portanto, ser o senhor Doutor Hilton uma autoridade no assunto e perfeitamente capacitado para apontar erros na reportagem do New York Times.



O "Brasil Insólito" creio, seria um lugar bastante importante para que as conclusões da CPI da Biopirataria fossem publicadas, o que faço agora, logo abaixo.


Nas conclusões da CPI da Biopirataria podemos observar:



"3.3.2.5. Sangue Indígena


A CPI da Biopirataria investigou a denúncia de venda de sangue dos índios Karitiana e Suruí no site da empresa norte-americana Coriell Cell Repositories. Em 27/04/05, a CPI ouviu o Procurador da República no Estado de Rondônia, Dr. Reginaldo Pereira de Trindade e, em 07/06/05, o Dr. Hilton Pereira da Silva, Professor Adjunto de Antropologia e Medicina da UFRJ, contra quem o Ministério Público move ação civil pública.



Em seu depoimento, o Procurador Trindade reconheceu que, no tocante à venda do sangue indígena, os trabalhos do Ministério Público Federal em Rondônia estão um tanto quanto incipientes, uma vez que, dado o longo prazo já decorrido, é hoje muito difícil saber como esse sangue chegou a uma empresa dos Estados Unidos.



Sabe-se, contudo, que vários pesquisadores, além do Prof. Hilton, entraram na reserva indígena em anos anteriores e também coletaram sangue dos índios.

As suspeitas do Ministério Público recaem sobre a pessoa do Prof. Hilton porque, conforme os depoimentos colhidos no bojo da ação civil pública, teriam sido por ele coletadas cerca de 160 amostras de sangue, mas foram devolvidas pela Universidade Federal do Pará – UFPA, onde elas estavam depositadas, apenas 54 frascos.


O Procurador esclareceu ainda que a ação civil pública não diz respeito à comercialização de sangue indígena, mas à sua coleta sem autorização, sendo que o pedido de condenação é do pagamento de R$ 500 mil, a serem revertidos em prol da comunidade Karitiana. A União e a FUNAI foram chamadas à causa, mas apenas esta última manifestou interesse em dela participar, como litisconsorte ativa. No âmbito da dita ação civil pública, o Prof. Hilton foi citado em meados de 2004, tendo apresentado contestação.



Por sua vez, o Prof. Hilton trouxe à CPI robusta documentação em sua defesa, incluindo cópia de artigo científico que prova que o material já estava à venda em julho de 1996 (Anexo 25), sendo que ele esteve entre os Karitiana apenas no mês seguinte. Além disso, outros artigos científicos mostram que o sangue indígena disponível na internet foi coletado, provavelmente, pelo cientista de nome Francis Black, da Universidade de Yale, sendo levado para os Estados Unidos e processado, enquanto material de pesquisa, ainda na década de 80.



O Prof. Hilton também afirmou que, em agosto de 1996, visitou os Karitiana (disse que nunca esteve entre os Suruí) como parte de uma equipe da Yorkshire Television, que estava fazendo um documentário sobre uma figura legendária da Amazônia chamada Mapinguari. Ele foi convidado a participar como consultor técnico e científico desse documentário, que foi ao ar pelo canal Discovery em 1997, quando fazia Doutorado em Antropologia, com bolsa do CNPq, na Universidade de Ohio e, por ser brasilianista e ter trabalhado com populações rurais da Amazônia, resolveu aceitar a missão.



Mas, segundo o professor, quando chegou à aldeia, ele, como médico, não pôde ignorar a situação de doença dos Karitiana, que é antiga e dramática, configurando um quadro de emergência médica. Desta forma, e também a pedido do chefe da aldeia, Cacique Garcia Karitiana, assim como com a aprovação do então chefe do posto da FUNAI, Sr. Assis Figueiredo, ele fez o atendimento em caráter emergencial, ainda mais que havia vários meses que nenhum médico comparecia à aldeia.

O Prof. Hilton asseverou que só efetuou coleta de sangue das pessoas a quem não pôde dar um diagnóstico mais específico e que ele não se recorda do número exato de amostras coletadas. Estas foram levadas para Belém e depositadas no Departamento de Genética da UFPA, que se dispôs a receber e a guardar esse material e, se fosse o caso, fazer análise gratuita para identificar alguma doença. O Prof. Hilton concluiu dizendo que, por problemas de conservação após a coleta, o material acabou se deteriorando e ficou na UFPA até ser resgatado pela Justiça de Rondônia, em 2004, portanto jamais tendo saído do Brasil.



Conclusões / Recomendações



Com base apenas nos depoimentos prestados e na documentação encaminhada à CPI, parece-nos suficientemente provada a desvinculação do Prof. Hilton em relação às amostras de DNA de sangue indígena colocadas à venda no site da empresa norte-americana Coriell Cell Repositories. Afinal, é certo que outros pesquisadores estiveram entre os Karitiana e que alguns até mesmo coletaram sangue deles antes do Prof. Hilton; também foi provado que o material já estava à venda anteriormente à visita do Prof. Hilton, ocorrida em agosto de 1996; por fim, a venda na internet inclui sangue de outras etnias de todo o mundo, entre as quais a dos índios Suruí, em cuja aldeia o Prof. Hilton nunca esteve.



No que tange à eventual coleta irregular de sangue da população Karitiana pelo Prof. Hilton, também há fortes indícios de sua inocência, uma vez que ele não teria feito nada além de um atendimento médico emergencial a uma população indígena carente. As principais dúvidas dizem respeito à quantidade de amostras de sangue coletadas e, conforme suspeita levantada na audiência pública pelo Deputado Dr. Rosinha, ao fato de o Prof. Hilton ter levado consigo dezenas de frascos de coleta (conforme o depoente, algo entre 60 e 100), sendo que outra era a sua missão originária ao visitar os Karitiana. Neste caso, a situação ainda poderá ser esclarecida com o prosseguimento das investigações levadas a efeito pelo Ministério Público. 3.3.3. Exploração e Comércio Ilegais de Madeira.





Saudações

Daniel Zanini H.

Fecha: 27/06/2007 17:20.

 

hdasilva@acd.ufrj.br

28/06/2007 10:05 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.


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