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AYER RECIBI UNA CRONICA DE VINICIUS DE MORAIS

Me la ha enviado mi amiga Fátima de Morais, desde Curacaví - Chile

Yo la publico para mis amigas y para mis amigos

 

La gente no hace amigos, los reconoce

Vinicius de Morais

 

 

Tengo amigos que no saben cuanto son mis amigos.

 

No perciben el amor que les profeso y la absoluta necesidad que tengo de ellos

 

A algunos de ellos no los frecuento, me basta saber que ellos existen.

 

Esta mera condición me llena de coraje para seguir en frente de la vida.

 

Más porque no los frecuento con asiduidad, no les puedo decir cuanto gusto de ellos.

 

Ellos no lo creerían

 

Muchos de ellos están leyendo esta crónica y no saben, que están incluidos en la sagrada relación de mis amigos.

 

Mas, es delicioso que yo sepa que los estimo aunque no se los diga y no los frecuente.

 

Y a veces cuando los frecuento, noto que ellos no tienen noción de que me son necesarios, de cómo son indispensables a mi equilibrio vital, porque ellos hacen parte del mundo que yo tremulamente, construí y se tornaran fundadores de mi encanto por la vida.

 

Si uno de ellos muriera, yo quedaría torcido para un lado.

 

Si todos ellos murieran yo me desmoronaría!

 

Es por eso que, yo rezo por su vida... y me avergüenzo, porque esta suplica esta en síntesis, dirigida a mi bienestar.

 

Ella es tal ves fruto de mi egoísmo

 

A veces, me sumerjo en pensamientos sobre algunos de ellos.

 

Cuando viajo y estoy delante de lugares maravillosos, me cae alguna lágrima porque no están junto a mi, compartiendo aquel placer.

 

Si alguna cosa me consume y me envejece, es que la rueda furiosa de la vida no me permite estar siempre al lado, habitando conmigo, andando conmigo, hablando conmigo, de todos mis amigos, y, principalmente, los que tal vez nunca vayan saber que son mis amigos


05/01/2008 07:12 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

ENTREVISTA A MARCELO ESTRAVIS

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Por Paula Craveiro


Atual presidente e um dos fundadores da ABCR, Marcelo Estraviz é um dos responsáveis pela retomada das atividades da associação, que prepara para 2008 uma série de ações como encontros com associados e a realização de cursos certificados


Ele é consultor de desenvolvimento institucional, com passagem pela área governamental, tendo ocupado cargos de direção em instituições e projetos ligados à Prefeitura e ao Governo de São Paulo. Também é conselheiro da ONG Trópis, presidente da associação de ex-alunos do Colégio Miguel de Cervantes e co-autor do livro Captação de diferentes recursos para organizações da sociedade civil.

Além de todas essas atribuições, Marcelo Estraviz é presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), entidade que recentemente retomou suas atividades após um breve período de paralisação. “Passamos por uma fase pouco produtiva, na qual chegamos a cogitar a possibilidade de extinção da ABCR. O grupo não tinha muito tempo para se encontrar, e o desânimo quase nos abateu. Mas, em um encontro realizado em 2006, onde se reuniram aquelas pessoas que deram início aos trabalhos em 1999, pudemos perceber o quanto se fez desde sua criação e chegamos à conclusão de que seria um desperdício e um retrocesso perdermos esse legado”, explica.

Em entrevista exclusiva à Revista Filantropia, Estraviz conta quais são os planos da ABCR para 2008 que, entre outras ações, engloba a realização de cursos certificados por instituições de ensino internacionais, como a Association of Fundraising Professionals (AFP). O presidente aborda ainda a profissionalização do setor, os principais desafios enfrentados pelos profissionais da área, expressa sua opinião à idéia do comissionamento de captadores e traça um paralelo entre o Brasil e os
demais países em relação à mobilização de recursos.


Revista Filantropia • Nº 32 15

Ainda nos falta consciência sobre a importância da captação de recursos. Nós temos vergonha
em falar sobre dinheiro


Revista Filantropia: Quem é Marcelo Estraviz e como você entrou na área de captação de recursos?

Marcelo Estraviz: Minha carreira teve início na área empresarial, na qual trabalhava com marketing. Foi graças a essa experiência que tomei contato com o fundraising. Como já atuava como voluntário desde a época de faculdade, ficava buscando maneiras de aliar minha profissão ao voluntariado. Em
1996, fundei com mais algumas pessoas uma produtora cultural e captamos bastante dinheiro por meio das recém-criadas leis de incentivo fiscal.
Mas, meu maior passo se deu pouco depois.
Percebi que, apesar de ter aparentemente saído da área empresarial, minhas dúvidas e angústias permaneciam. Eu continuava a ganhar dinheiro como empresário de cultura enquanto outras iniciativas, tão boas ou até melhores que as nossas, penavam para obter patrocínios e geralmente não conseguiam. Foi então que resolvi sair da sociedade, espairecer um pouco e começar do zero em outra área, a social.
Esse tempo em que fiquei afastado das minhas atividades foi fundamental para que eu pudesse me envolver com outros temas. Assisti a palestras, encontros e reuniões; fiz também minhas primeiras consultorias voluntárias; e percebi que estava mais próximo do que eu gostaria de fazer, que era ajudar entidades a obter recursos para sua sobrevivência.
No início de 2000, quando já me considerava um profissional da área, lancei um livro em conjunto com outros autores da coleção Gestão e Sustentabilidade, do Instituto Fonte.
Foi uma experiência riquíssima, pois tivemos alguns encontros para integrar o discurso e realizar o primeiro trabalho brasileiro referente ao tema gestão de entidades sociais. Além disso, o livro acabou gerando convites para que eu ministrasse cursos pelo país.
Nesse mesmo período, um grupo de profissionais captadores discutia ética em uma lista de discussão que criei. Esse grupo passou a perceber a importância de atuar de acordo com um código de ética, inspirado em outras experiências internacionais.

Revista Filantropia: E foi a partir dessa lista de discussão que a ABCR foi criada?

Marcelo Estraviz: Exato! Dos debates que surgiam na lista para a criação de uma associação foi rápido. Foi a partir das idéias discutidas pelos participantes que nasceu a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O curioso disso tudo é que, desde 2001, tive que me desdobrar para atuar em duas frentes, já que passei a trabalhar no Governo do Estado de São Paulo, na gestão do então governador Mario Covas.
Participei de algumas ações públicas que me dão muito orgulho, como a implantação do Acessa São Paulo e a implosão do Carandiru para a implantação do Parque da Juventude. Também fui diretor da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Meu último trabalho público foi na prefeitura, a convite do secretário municipal de Assistência Social, para implantar um novo programa com recursos da prefeitura e da União Européia, dedicado à inclusão social no centro da cidade – “Nós do Centro”.
Após desenvolvermos a metodologia e implantarmos o programa, decidi fazer um novo período sabático, desde o começo de 2007, e que deve encerrar-se no meio de deste ano. Essa nova
parada se deu ao notar que, após esses anos em governos, estava mais uma vez me distanciando do meu objetivo, que era sair do modelo institucional para me dedicar a experiências pessoais mais
gratificantes. E, aproveitando esse momento, estou terminando meu segundo livro sobre captação
de recursos e um outro sobre ativismo social em tempos de web 2.0.
Assim, surge tempo disponível para dar continuidade à ABCR, tanto por meio do novo site como pelas novas ações que estamos promovendo para 2008. Tudo de maneira muito singela, mas altamente prazerosa para mim.


Filantropia: Para entrar no assunto: captação de recursos ou mobilização de capitais? Há diferenças entre as terminologias ou não passam de modismos?

Marcelo Estraviz:  Uso muito o termo mobilização de recursos. Mas concordo que muitos termos são
modas passageiras. Mas uma coisa é certa, independentemente do termo e da moda, fundraising é
uma atuação necessária e clássica no setor social.
Falta apenas profissionalizarmos e difundirmos isso pelas entidades, como ocorre em outros países. Gosto do termo mobilização porque ele dá um sentido mais amplo. Captar me lembra “tomar para si”. Já mobilizar, engloba a idéia de usar recursos – não apenas financeiros – para uma causa. Mobilizar energias é mais interessante que captar energias.

Filantropia: Por que a ABCR ficou basicamente
paralisada nos últimos anos?

Marcelo Estraviz:  Porque foi, e ainda é, uma atividade desenvolvida por voluntários que têm suas
próprias atividades, compromissos e urgências.
Estou aproveitando este momento para me dedicar a essa retomada. Se não fosse assim, nenhum de nós, fundadores da associação, teríamos tempo suficiente para nos dedicarmos à causa da entidade.
O objetivo, nesta nossa gestão, será profissionalizar a entidade, mas antes, como sempre ressalta nosso presidente do conselho, René Steuer, vamos agregar valor, mostrar que a existência da entidade é importante e que, por isso, precisamos mostrar serviço.

Filantropia: Quais são as pretensões da atual gestão, com a retomada das atividades da associação?


Marcelo Estraviz: Nós temos vergonha em falar sobre dinheiro.
Falamos como se fosse algo sujo, uma imoralidade. As entidades brasileiras, em sua maioria, são administradas por técnicos sociais, o que amplia ainda mais o distanciamento da tarefa em buscar recursos para sua sobrevivência.
Preocupam-se muito com o atendimento de qualidade ao seu público-alvo, mas se esquecem de pensar em como continuar os atendendo.
Sem contar que muitos ainda acham que correr atrás de recursos é um acinte. Preferiam estar em suas entidades dedicando-se somente a atender seus objetivos sociais.
Mas sou um otimista irreparável; vejo que a profissionalização do Terceiro Setor caminha lado a lado com a profissionalização da captação de recursos. Teremos boas histórias para contar daqui em diante. Porém, o lado ruim dessa história é que muitas entidades perecerão junto com a defesa de várias causas.
Sobreviverão apenas as que forem capazes de mobilizar aliados.

Filantropia: Com a expansão e o fortalecimento o Terceiro Setor no Brasil, a mobilização de recursos tornou-se uma área desafiadora dentro das organizações?

Marcelo Estraviz: Tudo é desafiador no Terceiro Setor. E captar não é exatamente um grande
problema. Ao contrário, é a solução para amainar os desafios das entidades. É a área que possibilita que as causas continuem sendo defendidas.

Filantropia: Qual a posição do Brasil em relação a países como os EUA, que possuem um mercado forte e profissionalizado há muitos anos? Se possível, dê outros exemplos.

Marcelo Estraviz: O Brasil ainda está engatinhando.
Para falar sobre isso, teria que abordar a história da captação no país, em perspectiva com a realidade americana e européia.
Costumo dizer que, nesse caso, somos mais parecidos com o modelo europeu do que com o americano. Nós ainda falamos de dinheiro com vergonha. Já os EUA falam de dinheiro sem sentimento de culpa. Lá, qualquer cidadão se envolve com atividades sociais de forma pragmática: compra um brinde com a marca da ONG ou vai a um jantar beneficente mesmo sendo muito mais caro, pois sabe que o lucro obtido irá para uma determinada causa. Eles fazem assim porque
seus pais, avós, bisavós também faziam.
Eu comento em minhas aulas que isso só ocorre porque os americanos sabem claramente o prazer que é doar e o aprendem desde criança. Nós somente seremos bons
Os americanos sabem o prazer que é doar e o aprendem desde criança. Nós somente seremos
bons captadores se vivenciarmos a experiência de que doar é uma delícia
Tenho dito para a diretoria que devemos realizar ações simples e efetivas.
Acredito que uma falha anterior tenha sido a alta expectativa dos fundadores – na qual me incluo. Realizar muitas coisas durante o pouco tempo disponível de cada um é humanamente impossível.
Nesta gestão, começamos pela retomada do site. O próximo passo será pequenos encontros
com associados. Em breve, realizaremos cursos certificados por nós e por entidades internacionais,
como a Association of Fundraising Professionals (AFP) e a Resource Alliance, por exemplo. Nossa
gestão tem mais dois anos pela frente. Se em 2010 a ABCR estiver profissionalizada e tivermos nos
transformado em centro de excelência reconhecido, teremos cumprido nossos objetivos.

Filantropia: Quais os benefícios oferecidos aos associados da ABCR?

Marcelo Estraviz: Por enquanto, não abrimos vagas para novos associados. Devemos fazê-lo no início de 2008, assim que organizarmos um sistema on-line de inscrição e pagamento. Mas, como
disse, precisamos mostrar que somos úteis, criar valor. Tendo feito isso, os novos associados terão
benefícios concretos, como descontos em cursos e eventos exclusivos. Hoje, somos pouco mais
de 200 associados, todos comprometidos com um código de conduta. Mais do que agregarmos
milhares de associados, queremos associados comprometidos com uma ética profissional que contribua para uma sociedade mais justa, por meio do fortalecimento de entidades que defendam causas.

Filantropia: Como a ABCR se relaciona com outras entidades do setor no Brasil e no exterior?

Marcelo Estraviz: Nossos principais parceiros internacionais são a AFP, nos EUA, e a Resource Alliance, na Europa. Neste momento, estamos nos aproximando e associações similares no Chile e na Espanha. Diria que esse trabalho internacional foi o que de melhor se fez nas gestões anteriores
da ABCR. Cabe replicar esse relacionamento com outras entidades aqui no Brasil.
Com base em minha própria experiência, tenho interesse pessoal em nos aliarmos à Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) e à Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) para realizarmos concursos de cases de fundraising entre empresas que doam recursos e agências publicitárias que apóiam entidades de forma pro bono. A realização de prêmios sempre estimula o setor e profissionaliza os envolvidos pela lógica da melhoria da qualidade por meio da concorrência saudável.
Um de nossos vice-presidentes, Michel Freller, está realizando um excelente trabalho de  aproximação com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para, juntos, podermos aprimorar e repassar conhecimento para o setor quanto a processos jurídicos envolvidos na captação.
Outro caminho mais convencional é estreitarmos a relação já existente com o Instituto Ethos e com o Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife). Neste segundo caso, posso adiantar que estamos organizando um evento em parceria, que em breve será anunciado.

Filantropia: Atualmente, como você analisa o setor de captação de recursos no Brasil?
Há profissionalismo ou o amadorismo ainda é predominante?

Marcelo Estraviz: Diria que falta consciência sobre a importância dessa tarefa. Se visitarmos ONGs
na Europa, ficaremos encantados com os departamentos de captação de recursos, cheios de
profissionais, com campanhas para pessoas físicas, jurídicas, buscadores de recursos de fundações
e governos. Aqui no Brasil, infelizmente, ainda estamos muito longe disso.


Links
www.captadores.org

Filantropia: Sabe-se que um projeto mal elaborado, ou mesmo mal redigido, tem menos chances
de ser aprovado e de conquistar os recursos. Quais são os “sete pecados” cometidos pelos profissionais neste setor?

ME: Realizar projetos é uma das muitas atividades do captador. Se você se refere a projetos para obtenção de recursos por meio de fundações internacionais, por exemplo, diria que existem dois grandes pecados: a falta de clareza ao fazer um orçamento, que geralmente não contabiliza recursos já existentes; e o excesso de otimismo na proposta. Vale mais a pena ser realista, mostrar as dificuldades que podem surgir, inclusive apontando e contabilizando isso.
Fazendo dessa maneira, o doador perceberá que quem fez a proposta é um gestor sensato e pragmático.
Mas se você se refere a projetos para obtenção de recursos com empresas, os pecados são outros: dependendo da postura do captador em uma reunião, ele pode perder oportunidades por falta de visão. Outro erro vem em decorrência do anterior: por não privilegiarem o relacionamento e, sim, a
busca de recursos imediatos, não conseguem gerar confiança no potencial doador. Ainda existem, porém, muitos outros pecados, que variam conforme a situação em que se encontra o profissional.

Filantropia: O profissional que capta recursos para uma ONG pode ser o mesmo que trabalha para
uma instituição educacional? Como se dividem as sub-áreas dentro da captação de recursos?

Marcelo Estraviz: Não pode, não! A ABCR defende claramente a profissionalização da captação de
recursos por meio da criação de departamentos de mobilização dentro das entidades. Esses profissionais devem trabalhar para uma única entidade. Não dá para confiar em um captador
que tenha em sua “carteira de projetos” uma infinidade de causas. Soa estranho.
Imagine a cena: “Hoje tenho mico-leão dourado e criança com câncer, qual vai querer, patroa?”. Não é coerente. Um dos problemas é que existem muitos profissionais assim aqui no Brasil... Uma pena, pois as entidades que dependem deles desaparecerão em breve, junto com suas causas.

Filantropia: Você acredita que, hoje, as entidades buscam mais transparência frente a seus stakeholders, seja na apresentação do orçamento de seus projetos, na clareza da destinação dos
recursos ou na prestação de contas?

Marcelo Estraviz: Acho que sim, mas ainda é insuficiente. Sou partidário à transparência absoluta, não apenas das entidades, mas de governos, políticos e tudo que se relacione às tarefas públicas. Minha opinião é que, a partir do momento que as entidades recebem recursos de governos, empresas e pessoas físicas, esse dinheiro torna-se público e, por isso, deve ser demonstrado no site da entidade como ele foi gasto, quanto sobrou, quanto falta, quanto custou isso ou aquilo.

Filantropia: Como o profissional deste setor pode se aprimorar?

Marcelo Estraviz: Fazer cursos sobre o tema que se trabalha ajuda bastante, assim como ter
grande curiosidade por pesquisar sobre as fundações e as empresas. Mas não é só isso.
Nos estatutos da ABCR, consta uma tarefa que será preciso realizar na próxima década, que é a de oficializar a profissão, para que ela conste no código brasileiro de profissões.
Isso é uma necessidade, embora insuficiente.
Pela ABCR, pretendemos trabalhar para esse fim, além de gerar uma formação que possa ser minimamente certificada, o que ainda não existe no Brasil.
Profissionais carregam suas certificações por seus estudos fora, na Universidade de Indiana ou em outras entidades certificadoras.
Temos conversado com a AFP para, em um primeiro momento, criarmos uma certificação mista AFP/ABCR e, em seguida, termos uma certificação brasileira, contendo as nossas realidades.
É importante frisar que o fato de um captador ser associado da ABCR não o certifica instantaneamente. Cabe sempre a sintonia do captador com a causa que está contratando. Uma defesa que venho fazendo para entidades pequenas é a de que contratem recém-saídos das universidades, que têm o sincero interesse em crescer junto com a entidade. Isso permite que, aos poucos, possam receber melhores salários assim que a entidade passa a receber mais recursos. É um modo saudável de as entidades começarem seus departamentos de mobilização de recursos.

Filantropia: Uma polêmica – Você é a favor do comissionamento do captador de recursos? Qual
a maneira mais justa e honesta de remunerar este profissional, ou este trabalho deveria ser exclusivamente voluntário?

Marcelo Estraviz: Sou terminantemente contra. Da mesma maneira que não faz sentido um captador “vender” mico-leão dourado e criança com câncer simultaneamente, não faz sentido
um captador reter parte de uma doação. Como você, sendo doador, se sentiria ao saber que
10% do dinheiro que acabou de doar para reformar uma creche foi parar no bolso do captador? Você não preferiria que esses 10% se transformassem em telhas? Para esse tipo de situação, existe algo mais simples e clássico: a contratação como funcionário. Com isso, o profissional receberá seu salário assim como qualquer outro funcionário da entidade. Essa é a nossa defesa.

Filantropia: A ABCR está prevendo algum evento em 2008?

Marcelo Estraviz: Para 2008, além dos encontros com os associados e a realização do primeiro curso certificado, temos o objetivo de fortalecer os núcleos regionais, que hoje são três, além de São Paulo: Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. Devemos fazer um evento em Salvador (BA), para fortalecer a rede de captadores no Nordeste do país.
Também estamos organizando os temas mais interessantes para a realização de eventos para não-sócios. Conforme os projetos forem se concretizando, disponibilizaremos as informações em nosso site.

20/01/2008 19:55 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

RECORDANDO A SOLEDAD BARRETT

Enviado por: "Revista Koeyu Latinoamericano" koeyu@cantv.net

Mar, 29 de Ene, 2008 4:06 am (PST)

Difundido por Política Cono Sur

27-01-2008

No se puede mostrar la imagen “http://www.yagua.com/blogs/pics/112.gif” porque contiene errores. La nieta del escritor Rafael Barrett fue asesinada en 1973
Recordando a Soledad Barrett

Francisco Corral
ABC (Paraguay)/Rebelion


El 8 de enero de 1973 moría asesinada en Recife (Brasil) Soledad Barrett Viedma. Tenía 28 años, había nacido en Paraguay y era nieta del escritor hispanoparaguayo Rafael Barrett. Su brutal asesinato a manos de la policía política brasileña causó una profunda impresión entre las personas que la conocieron. Mario Benedetti escribió en su memoria el poema "Muerte de Soledad Barrett". Daniel Viglietti compuso la canción "Soledad".

Cuando en 1977 llegué por primera vez a Asunción, Soledad Barrett permanecía viva en la retina de muchos. Su trágica muerte, ocurrida cuatro años antes, aún despertaba el horror y las lágrimas de quienes la habían conocido. Todos la recordaban como una joven adorable, extraordinariamente bella y dotada de un especial encanto personal

con tu pinta muchacha

pudiste ser modelo

actriz

miss paraguay

carátula

almanaque

Poseía, además, esa particular gracia para el canto y la danza que brota como una armonía natural en muchas mujeres paraguayas. Quienes la escuchaban, quedaban inevitablemente deslumbrados por la magia suave de su sonrisa y de su voz

con sólo colocárteles en frente

sólo mirarlos

sólo sonreír

sólo cantar cielitos cara al cielo

Pero si notable era su belleza física y su atractivo externo, no era menor la integridad de su personalidad y de su carácter: bondadosa, solidaria, sensible a todos los dolores ajenos e indiferente a los propios, rebelde frente a las injusticias, decidida, valiente. Soledad poseía una sólida conciencia moral que la impedía permanecer indiferente ante el despotismo y la empujaba a colocarse al lado de los oprimidos.

Se diría que los ardientes e incisivos escritos de su abuelo, la denuncia dolorida de la explotación que Rafael Barrett había plasmado, por ejemplo, en "El dolor paraguayo", se habían hecho carne viva en la persona de la nieta.

pero el abuelo Rafael el viejo anarco

te tironeaba fuertemente la sangre

y vos sentías callada esos tirones

¿Quién podría sospechar que la vida injusta y cruel (o mejor dicho, la cruel condición de los seres humanos) iba a deparar a esta joven extraordinaria uno de los destinos más terribles que la mente humana pueda imaginar?

Paraguay, Uruguay, Cuba y Brasil

Había nacido el 6 de enero de 1945 en Paraguay. Y quienes gusten de cábalas o concedan algún valor al ciego azar de las fechas del calendario, anoten la curiosidad de que su abuelo Rafael había nacido un día después, el 7 de enero; y un día más tarde, el 8 de enero, fue la fecha fatídica de su propia muerte.

Soledad se exilió en Uruguay con sus padres y vivió en Montevideo buena parte de su juventud. Allí protagonizó en julio de 1962 un incidente que tuvo amplia repercusión en la opinión pública uruguaya: un grupo neo-nazi la raptó en su condición de destacada dirigente estudiantil y con amenazas de muerte quisieron obligarla a gritar sus consignas. Como Soledad se resistió, le grabaron con una navaja cruces gamadas en la carne.

hace diez años tu adolescencia fue noticia te tajearon los muslos porque no quisiste gritar viva Hitler ni abajo Fidel

Era el comienzo de la violencia que en Uruguay llevaría a la instauración del régimen militar. Y Soledad tuvo que abandonar también ese país. Vivió varios años en Cuba y allí conoció al brasileño José María Ferreira de Araujo; se casaron y tuvieron una hija. Él volvió a Brasil en 1970 para integrarse a los grupos que en aquellos años aspiraban a realizar la revolución socialista inspirados en el ejemplo cubano. Un año después, Soledad le siguió. Al poco tiempo de llegar a Brasil supo que José María había sido apresado y muerto. Soledad encontró en esa muerte un motivo más para seguir en la lucha contra las dictaduras que por aquellos años dominaban los países latinoamericanos.

Entra en escena el "Cabo Anselmo"

Se llamaba Anselmo dos Santos y había tenido una actuación muy relevante en la política brasileña de los años 60. Fue uno de los líderes del llamado "movimiento de los marineros" que en 1963 se atrevió a desafiar la rígida estructura militar de la Marina reclamando condiciones dignas y el elemental respeto a la dignidad humana de los soldados. Bien es verdad que la situación política era favorable: el gobierno progresista de Joao Gulart no veía con malos ojos esas reivindicaciones.

El 30 de marzo de 1964, cuando sólo tenía 24 años, el Cabo Anselmo tuvo su gran día de gloria. Como portavoz de los marineros que estaban amotinados, Anselmo compartió la tribuna nada menos que con el propio presidente de la República, João Gulart, en un momento trascendental para la historia de Brasil, una de las ocasiones que todos los libros de historia recogen. Fue en el local del Automóvil Club de Río de Janeiro, en un acto público que se recuerda como el último discurso de Gulart. A las pocas horas, al amanecer del día siguiente, se produjo el golpe de Estado que iniciaba 21 años de dictadura militar en Brasil.

Como el personaje destacado que era, Anselmo fue expulsado del ejército en uno de los primeros decretos que firmó el nuevo gobierno militar y empezó a ser buscado intensamente. Consiguió asilarse en la embajada de México, pero luego renunció al asilo y abandonó la embajada para integrarse en los grupos que se mantenían en la clandestinidad. Poco después fue preso y permaneció detenido durante varios meses hasta que consiguió escapar de la prisión y salir de Brasil.

Tras una corta estancia en Montevideo, viajó a Cuba donde permaneció desde finales de 1965 hasta el 15 de septiembre de 1970, fecha en que regresó a Brasil con identidad falsa para unirse a la lucha clandestina que en esos momentos se estaba organizando contra la dictadura.

En la vida de Soledad se cruza el Cabo Anselmo

Anselmo era amigo y camarada del compañero de Soledad, José María Ferreira, que también había sido marinero y había participado en las revueltas de Río de Janeiro. Es seguro, por tanto, que Soledad y Anselmo coincidieron en Cuba, e incluso tal vez ya antes en Uruguay.

Cuando José María regresa de Cuba a Brasil entre junio y julio de 1970 junto con Edson Neves Cuaresma, uno de sus cometidos consistía en preparar el terreno a Anselmo y a otros que iban regresando desde el exilio. Pero coincidiendo casi con la vuelta de Anselmo (septiembre de 1970) José María es capturado y muerto.

Soledad, por su parte, como ya hemos dicho, viaja a Brasil un poco después, en los primeros meses de 1971. Y sólo en Brasil sabe de la muerte de José María.

Con el paso del tiempo, las vidas de Soledad y del viejo camarada y amigo de José María se van acercando; y Anselmo acaba convirtiéndose en el nuevo compañero de Soledad.

Pero lo terrible de la historia, es que el Cabo Anselmo... era en realidad un infiltrado, un agente al servicio de la policía.

La otra vida de Anselmo

¿Cómo y en qué momento pudo convertirse en un delator aquel joven que había llegado a ser todo un mito de la izquierda y que a los 24 años había alcanzado mayor protagonismo político que ningún otro líder revolucionario a esa edad?

Algunos, como Edgar Morel o Jarbas Marques, que le conocieron en los años 60, dicen que en aquellos momentos ya sospecharon que podía ser un agente provocador encargado de radicalizar el movimiento de los marinos para fomentar enfrentamientos que justificaran el golpe militar. Y alegan como apoyo de esa versión la extraña historia de su renuncia al asilo en la embajada de México y su posterior huída de la cárcel.

Otros, creen (y esto parece ser lo más probable) que cambió de bando cuando fue preso en São Paulo el 30 de mayo de 1971, unos ocho meses después de haber regresado de Cuba. La tortura y las amenazas de muerte habrían conseguido que Anselmo se prestara a colaborar con la policía política.

En cualquier caso, no hay ninguna duda (y él mismo lo ha confesado) de que a partir de 1971 Anselmo colabora como confidente con los más sanguinarios grupos de la represión. Y lo hace con una eficacia terrible ¿se imaginan tener como infiltrado al más emblemático joven líder revolucionario? Nadie hubiera podido nunca desconfiar del prestigioso líder de los marineros.

La razón se resiste a aceptar que alguien pueda llegar a tal grado de inhumanidad y de vileza como para denunciar sistemáticamente durante casi dos años a decenas (tal ven centenares) de compañeros, lo que significaba entregarles a la tortura y la muerte. Pero Anselmo llegó aún más lejos y completó su miserable traición entregando a los seis miembros del grupo del que él mismo formaba parte como infiltrado. Entre ellos se encontraba su propia compañera, Soledad, que además estaba embarazada.

Los seis fueron apresados, torturados y muertos.

La "masacre de la Chácara de São Bento"

La versión oficial fue la de un "enfrentamiento a tiros" ocurrido el 8 de enero de 1973 en un lugar próximo a Recife conocido como la Chácara de São Bento. En el tiroteo entre la policía y un grupo de siete subversivos, seis de ellos habrían sido muertos y uno habría conseguido escapar. El que supuestamente habría escapado sería Anselmo y mediante esa estratagema, la policía esperaba poder seguir utilizando sus servicios. No sirvió de mucho, pues la traición quedó al descubierto y Anselmo se vio obligado a desfigurar su rostro para no ser reconocido y a vivir oculto desde entonces.

Sólo a partir del año 1995, gracias a la ley nº 9.140, pudo crearse en Brasil una "Comisión Especial de Reconocimiento de los Muertos y Desaparecidos Políticos". En 1996 la Comisión se ocupó de aquel asunto y enseguida confirmó lo que siempre se había sospechado: que la versión oficial era totalmente falsa.

Se constató que uno de los seis integrantes del grupo (José Manoel da Silva) fue apresado la noche del día antes, 7 de enero, en una gasolinera. Otro de ellos (Jarbas Pereira Marques) fue detenido en la librería en la que trabajaba. Otros dos (Eudaldo Gomes da Silva y Evaldo Luiz Ferreira) en sus domicilios. Y los otros dos (Pauline Reichstul y Soledad Barrett) fueron detenidas en la boutique donde trabajaban.

Una de las testigos presenciales, Sonja María Cavalcanti, testificó ante la Comisión que "Soledad y Pauline estaban en la boutique cuando cinco hombres, diciéndose policías, invadieron el local, golpearon salvajemente a Pauline mientras Soledad, que estaba embarazada, sólo se preguntaba insistentemente ¿por qué?".. "después las dos fueron llevadas en dos autos". Cuando le fueron mostradas fotos, la testigo identificó al Cabo Anselmo como uno de aquellos cinco hombres.

No hay palabras que puedan reflejar lo que pasaría en aquellos momentos por la cabeza de Soledad. Tan sólo la sequedad tremenda de ese repetitivo "¿por qué?" nos indica algo de su desconcierto ante la brutal densidad del drama. Ni la más terrible tragedia griega ha llegado a dibujar una situación semejante: descubrir de golpe que se ha incubado el huevo de la serpiente y que su pareja y padre de su futuro hijo se ha transfigurado en el verdugo que empujará a la muerte a sus compañeros, a ella misma y a su propio hijo antes de nacer.

mi vida entera no alcanza para creer

que puedan cerrar lo limpio de tu mirada;

no existe tormenta ni nube de sangre que puedan borrar

tu clara señal

Las declaraciones presentadas ante la Comisión son estremecedoras. Para no abundar en el horror, nos quedamos con una parte del testimonio de la abogada Mércia Alburquerque que logró entrar al depósito de cadáveres del cementerio de Santo Amaro y que describe así la escena que contempló: "Pauline estaba desnuda, tenía una perforación en el hombro y parecía haber sido muy torturada. Jarbas tenía perforaciones en la cabeza y en el pecho y marcas de cuerdas en el cuello. Soledad, también desnuda, tenía a su alrededor mucha sangre y a sus pies un feto".

Así, con esa imagen sangrienta de la crueldad, pusieron injusto fin a la vida de aquella mujer extraordinaria que fue Soledad Barrett. Su corta existencia fue un canto de rebeldía y libertad; su final, una triste historia de lucha, amor, traición y muerte en tiempos oscuros de dictadura. Una triste historia que no debería ser olvidada.

Soledad no viviste en soledad

por eso tu vida no se borra

simplemente se colma de señales

Soledad no moriste en soledad

por eso tu muerte no se llora

simplemente la izamos en el aire

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MUERTE DE SOLEDAD BARRETT

Mario Benedetti

Viviste aquí por meses o por años

trazaste aquí una recta de melancolía

que atravesó las vidas y las calles

hace diez años tu adolescencia fue noticia

te tajearon los muslos porque no quisiste

gritar viva hitler ni abajo fidel

eran otros tiempos y otros escuadrones

pero aquellos tatuajes llenaron de asombro

a cierto uruguay que vivía en la luna

y claro entonces no podías saber

que de algún modo eras

la prehistoria de Ibero

ahora acribillaron en recife

tus veintisiete años

de amor templado y pena clandestina

quizá nunca se sepa cómo ni por qué

los cables dicen que te resististe

y no habrá más remedio que creerlo

porque lo cierto es que te resistías

con sólo colocárteles en frente

sólo mirarlos

sólo sonreír

sólo cantar cielitos cara al cielo

con tu imagen segura

con tu pinta muchacha

pudiste ser modelo

actriz

miss paraguay

carátula almanaque quién sabe cuántas cosas

pero el abuelo rafael el viejo anarco

te tironeaba fuertemente la sangre

y vos sentías callada esos tirones

soledad no viviste en soledad

por eso tu vida no se borra

simplemente se colma de señales

soledad no moriste en soledad

por eso tu muerte no se llora

simplemente la izamos en el aire

desde ahora la nostalgia será

un viento fiel que hará flamear tu muerte

para que así aparezcan ejemplares y nítidas

las franjas de tu vida

ignoro si estarías

de minifalda o quizá de vaqueros

cuando la ráfaga de pernambuco

acabó con tus sueños completos

por lo menos no habrá sido fácil

cerrar tus grandes ojos claros

tus ojos donde la mejor violencia

se permitía razonables treguas

para volverse increíble bondad

y aunque por fin los hayan clausurado

es probable que aún sigas mirando

soledad compatriota de tres o cuatro pueblos

el limpio futuro por el que vivías

y por el que nunca te negaste a morir

SOLEDAD

(Canción. Letra y música de Daniel Viglieti)

La duda lleva mi mano hasta la guitarra,

mi vida entera no alcanza para creer

que puedan cerrar lo limpio de tu mirada;

no existe tormenta ni nube de sangre que puedan borrar

tu clara señal.

La soledad de mi mano se da con otras

buscando dejar lo suyo por los demás,

que a mano herida que suelta sus armamentos

hay que enamorarla con la mía o todas que los van a alzar,

que los van a alzar.

Una cosa aprendí junto a Soledad:

que el llanto hay que empuñarlo, darlo a cantar.

Caliente enero, Recife, silencio ciego,

las cuerdas hasta olvidaron el guaraní,

el que siempre pronunciabas en tus caminos

de muchacha andante, sembrando justicia donde no la hay,

donde no la hay.

Otra cosa aprendí con Soledad:

que la patria no es un solo lugar.

Cual el libertario abuelo del Paraguay

creciendo buscó su senda, y el Uruguay

no olvida la marca dulce de su pisada

cuando busca el norte, el norte Brasil, para combatir,

para combatir.

Una tercera cosa nos enseñó:

lo que no logre uno ya lo harán dos.

En algún sitio del viento o de la verdad

está con su sueño entero la Soledad.

No quiere palabras largas ni aniversarios;

su día es el día en que todos digan,

armas en la mano: "patria, rojaijú".
30/01/2008 07:21 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. Hay 1 comentario.

PROFISAO PERIGO

Publicado em: 22/01/2008 14:03
http://portalimprensa.uol.com.br/revista/chamadas/2008/01/22/imprensa16651.shtml

 

Profissão perigo

Longe dos centros urbanos, jornalistas são calados à força pelo poder local e pelo crime organizado. Muitos não sobrevivem

Por Angélica Pinheiro e Marlon Maciel

A 97 quilômetros da maior metrópole da América do Sul, dois tiros tentaram silenciar a voz do radialista João Carlos Alckmin. Não foi o primeiro atentado. Hoje, o comunicador só anda pelas ruas de São José dos Campos (SP) de carro blindado, escoltado por seguranças. O motivo da violência: há cinco anos, Alckmin denuncia ligações da polícia com a máfia dos caça-níqueis.

O caso ganhou repercussão internacional. Organizações internacionais como a Repórteres sem Fronteiras (RSF) e a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenaram o crime. A conclusão de ambas é a mesma. Apesar do Brasil ter avançado na proteção à liberdade de imprensa, os comandantes do crime organizado orquestram ações descentralizadas no País, favorecendo-se das dimensões continentais do nosso território. "É um país muito grande. Com um poder local forte. Vínculos entre políticos, polícia e representantes do judiciário representam uma ameaça à atuação dos jornalistas em muitas regiões", avalia Benóit Hervieu, coordenador do escritório das Américas da organização Repórteres sem Fronteiras.

A tentativa de assassinato contra Alckmin nem de longe é um episódio isolado. Ao relembrar crimes contra jornalistas no Brasil, Hervieu, de pronto, cita o assassinato do repórter do Jornal do Porto Luiz Carlos Barbon, em Porto Ferreira, em maio do ano passado. Morto com dois tiros, o jornalista foi o primeiro a denunciar o envolvimento de vereadores na exploração sexual de adolescentes.

Fora os crimes ocorridos, recentemente, no estado paulista, o coordenador da RSF ressalta que o perigo também é latente nas regiões fronteiriças. Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão dentre os estados onde a profissão é considerada uma ameaça ao poder dos narcotraficantes. "Muitos casos sequer chegam ao conhecimento público. Os jornalistas que denunciam os crimes locais acabam abandonando as cidades, temendo por suas vidas e dos seus familiares", explica Hervieu.

A última vítima de que se tem notícia na região é Samuel Roman, morto em abril de 2004, em Coronel Sapucaia (MS), cidade situada na fronteira com o Paraguai. Apresentador do programa A Voz do Povo, Roman convidava ouvintes a comentar a vida política da cidade. Além disso, denunciava o tráfico de drogas e a alta criminalidade na região. Ao todo 11 balas, disparadas por ocupantes de uma moto deram fim à vida do jornalista.
 
30/01/2008 19:11 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

PRESIDENTE DE TIMOR ORIENTAL VISITA BRASILIA

 El presidente de Timor Oriental, José Ramos Horata, en entrevista exclusiva concedida al priodista Daniel Zanini F

 

 
 

 

30/01/2008 19:19 Autor: brasilinsolito. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.


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